Neuroestimulador no tratamento da Doença do Refluxo Gastroesofágico

Novas formas de tratamento da Doença do Refluxo Gastroesofágico

Foi realizada recentemente a primeira cirurgia no DF para tratar a Doença do Refluxo Gastroesofágico com a implantação de um neuroestimulador (semelhante a um marca-passo). O procedimento cirúrgico e endoscópico combinado contou com a participação do Dr. Júlio Veloso, médico Gastroenterologista do IAD Brasília no Hospital Anchieta.

Doença do Refluxo Gastroesofágico – DRGE

Aproximadamente 20% da população sofre hoje com a doença e busca a cura para o mal do refluxo. O tratamento inicial consiste em mudanças de hábitos alimentares, controle do peso e uso de medicamentos para reduzir a acidez gástrica. Para aqueles pacientes que apresentam comprometimento importante da função do esfíncter esofagiano inferior e hérnia de hiato, a cirurgia convencional de fundoplicatura pode ser a melhor opção de tratamento. No entanto, apesar disso aproximadamente 30% dos pacientes são refratários ao tratamento clínico e não gostariam de ser operados. Por conta disso, têm surgido mais recentemente novas opções de tratamento menos invasivas e que agem diretamente no esfíncter esofagiano inferior.

O refluxo gastroesofágico ocorre quando o conteúdo do estômago retorna ao esôfago. Isso acontece quando a válvula entre o esôfago e o estômago, conhecida como esfíncter esofagiano inferior, não funciona adequadamente.

Sintomas comuns da doença são azia e regurgitação ácida. Sintomas menos comuns também podem estar associados com o refluxo gastroesofágico, como dor torácica inexplicável, pigarro, rouquidão, irritação na garganta, tosse crônica, entre outros.

Neuroestimulação para Doença do Refluxo Gastroesofágico

Apesar de pouco invasiva, a implantação de neuroestimulador não é recomendada para todos os casos de DRGE. “É indicada apenas para os casos mais graves, em que o tratamento clínico não surte efeito e a qualidade de vida do paciente está prejudicada”, explica o Gastroenterologista Dr. Júlio Veloso.

O “marca-passo” (neuroestimulador) envia impulsos elétricos para o esfíncter inferior do esôfago, para tonificá-lo e normalizar suas funções de barreira, evitando assim o refluxo.

O assunto foi tema de palestra ministrada pelo Gastroenterologista por ocasião do XIII Congresso Brasileiro de Cardiologia Intensiva em Brasília.

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Robôs participam de novas histórias de sucesso

Esqueça, por hora, histórias de ficção científica e...

Mergulhe conosco numa história real, protagonizada também por robôs. São eles que vêm mudando a história da medicina, ajudando a salvar vidas e tratar doenças de forma menos invasiva, viabilizando a recuperação mais rápida do paciente e a redução da dor no pós-operatório

Em Brasília, essa realidade se mistura à história de Thaís Alencar, 38, coloproctologista e cirurgiã geral do IAD Brasília, que acaba de ser certificada como cirurgiã robótica. Thaís é a primeira mulher certificada no Distrito Federal e, juntamente com outros três cirurgiões, ajuda a mudar mais rápido a história da medicina na capital federal.

A médica já realizou cirurgias robóticas de cólon e conta que o paciente sempre tem curiosidade em conhecer o robô. Por outro lado, alerta para a importância que tem o treinamento da equipe, ao mesmo tempo em que vê com muito entusiasmo a dedicação de todos ao paciente. “Está todo mundo mobilizado e muito envolvido para que tudo dê certo”, destaca a médica.

Em um mundo onde a única certeza é que tudo muda, cada vez com mais velocidade, dado o papel da tecnologia, “eu não poderia perder essa oportunidade, ainda mais num momento tão importante para Brasília.  É muito bom estar no começo, crescendo com a cidade” revela Thaís, que sabe que a busca pelo conhecimento deve ser constante. Afinal, as mudanças estão aí e os clientes precisam delas.  

Mas existe um outro lado dessa conquista. No momento em que tanto se fala sobre o empoderamento da mulher, mais uma vez a médica sente que faz parte de uma outra história cuja valor social é enorme. Não foram poucos os sacrifícios que fez para chegar até aqui, mas a paixão pela profissão orientou suas ações. “Foi corrido, muitas vezes desmarquei consultório para fazer treinamento, mas a maior disponibilidade era mesmo à noite e assim atingi meu objetivo”, diz ela.

Mãe de duas filhas – Larissa, 6 e Emmanuelle, 7 -, ainda numa fase que demanda muito cuidado, durante o treinamento só dormia de madrugada. “Para a mulher, para a mãe, é muito difícil a opção. “Uma decisão como essa exige uma coisa muito maior, força de vontade, amar o que se faz, e eu tenho muito amor pela medicina, pela minha profissão, pela minha especialidade”.

Cirurgia robótica impõe novos desafios

O fascínio pela medicina impulsionou Thaís para mais esta especialização, após convite do também coloproctologista e cirurgião geral do IAD Brasília Dr. Elias Couto. Ela aceitou o desafio de auxiliá-lo e, para chegar à certificação, foram  necessários meses de capacitação e muito estudo. No IAD, cada médico está buscando conhecimento o tempo inteiro, todos querem melhorar e eu gosto muito desse ambiente”, diz a cirurgiã.

A tecnologia está mudando a realidade, com reflexos profundos sobre o trabalho no mundo inteiro. Por isso, Thaís destaca que em sua área de atuação ainda será grande a evolução da cirurgia à distância. Os custos, devem se reduzir viabilizando a sua maior utilização, já que, neste ano, caiu a patente do robô.

Em toda cirurgia robótica, as mudanças são enormes. A visão tridimensional possibilita ao médico enxergar o que não se consegue com a visão bidimensional, a exemplo de enervações, fundamental em cirurgias na região da pélvis. Trate-se de uma passagem estreita, sobretudo nos homens, o que dificulta a manipulação das mãos e a boa visualização numa cirurgia aberta, diz a médica. Por isso os melhores resultados apresentados pelos trabalhos científicos dizem respeito a essa região.  

Toda tecnologia nova traz consigo uma série de questionamentos, como aconteceu no passado com a videolaparoscopia. A robótica hoje passa por essa fase, mas sabemos que não há volta e a tendência é a sua maior utilização, diz a médica, lembrando seus benefícios para médicos e pacientes.  Nesse contexto, Thaís ressalta que hoje os pacientes têm muita informação, querem discutir os métodos, enviam e solicitam artigos, o que ela acha muito bom.  

“A área de saúde se expande e se moderniza em Brasília e todos nós precisamos evoluir juntos”. Além disso, a robótica também vem em auxílio também dos médicos, que podem continuar emprestando seu conhecimento e competência, driblando algum tremor e, por exemplo, problemas de coluna, já que usam as mãos do robô e passam a operar sentados, no console.

[Matéria na TV Brasília]

  • Cirurgia para refluxo gastroesofágico
  • Amputação abdômnio-perineal do reto (completa)
  • Amputação do reto por procidência
  • Apendicectomia aberta
  • Cirurgia de abaixamento (qualquer técnica)
  • Cirurgia de acesso posterior
  • Colectomia parcial com colostomia
  • Colectomia parcial sem colostomia
  • Colostomia ou enterostomia
  • Colotomia e colorrafia
  • Distorção de volvo por laparotomia
  • Enteropexia (qualquer segmento)
  • Enterotomia e/ou enterorrafia de qualquer segmento (por sutura ou ressecção)
  • Esvaziamento pélvico anterior ou posterior – procedimento cirúrgico
  • Esvaziamento pélvico total – procedimento cirúgico
  • Fixação do reto por via abdominal
  • Invaginação intestinal sem ressecção – tratamento cirúrgico
  • Proctocolectomia total
  • Proctocolectomia total com reservatório ileal
  • Retossigmoidectomia abdominal
  • Amputação abdômnio-perineal do reto por videolaparoscopia (completa)
  • Apendicectomia por videolaparoscopia
  • Cirurgia de abaixamento por videolaparoscopia
  • Colectomia parcial com colostomia por videolaparoscopia
  • Colectomia parcial sem colostomia por videolaparoscopia
  • Esvaziamento pélvico anterior ou posterior por videolaparoscopia
  • Esvaziamento pélvico total por videolaparoscopia
  • Proctocolectomia total por videolaparoscopia
  • Retossigmoidectomia abdominal por videolaparoscopia
  • Estenose anal – tratamento cirúrgico (qualquer técnica)
  • Fissurectomia com ou sem esfincterotomia
  • Fistulectomia anal em dois tempos
  • Fistulectomia anal em ferradura
  • Fistulectomia anal em um tempo
  • Hemorroidectomia aberta ou fechada, com ou sem esfincterotomia
  • Esfincterotomia
  • Videocolecistectomia com colangiografia
  • Vídeo colecistectomia sem colangiografia
  • Tratamento cirúrgico de cisto sacro coccígeo
  • Herniorrafia inguinal uni ou bilateral
  • Herniorrafia umbilical
  • Laparotomia exploradora, ou para biópsia, ou para drenagem de abscesso, ou para liberação de bridas em vigência de oclusão.
  • Gastrostomia confecção/fechamento
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Exame da cápsula endoscópica

Como é o exame da cápsula endoscópica?

Dr. Julio Veloso, médico Gastroenterologista do IAD no Hospital Anchieta, explica em detalhes neste vídeo como é o exame de cápsula endoscópica.

O exame de enteroscopia por cápsula endoscópica é um dos serviços prestados por nossos médicos Gastroenterologistas.

A cápsula endoscópica é uma microcâmera que é ingerida como se fosse um comprimido, para transitar no intestino delgado por meio dos movimentos de contração e relaxamento naturais dos músculos do corpo. A indicação principal deste exame é para pacientes que têm sangramento digestivo de origem desconhecida. A cápsula consegue fazer o exame da totalidade do intestino delgado. O filme que ela registra é analisado pelo profissional para ver se encontra alguma doença.

  • Endoscopia digestiva alta com biópsia
  • Endoscopia digestiva alta com cromoscopia
  • Dilatação instrumental do esôfago, estômago e duodeno
  • Introdução de prótese do esôfago
  • Esclerose de varizes do esôfago, estômago e duodeno
  • Polipectomia de esôfago, estômago e duodeno
  • Retirada de corpo estranho do esôfago, estômago e duodeno
  • Gastrostomia endoscópica
  • Passagem de sonda nasoenteral
  • Manometria esofágica
  • Phmetria de dois canais
  • Mucosectomia por endoscopia intervencionista
  • Hemostasia mecânica do esôfago, estômago e duodeno
  • ligadura elástica do esôfago, estômago e duodeno
  • Jejunostomia endoscópica
  • Colocação e retirada de balão
  • Enteroscopia por cápsula endoscópica
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